A criatividade não é um dom reservado a alguns. Em contexto empresarial, é sobretudo a capacidade de encontrar soluções novas para problemas concretos, e essa capacidade pode ser treinada e estimulada. As empresas que inovam com regularidade não dependem de golpes de génio: criam condições e usam técnicas que ajudam as pessoas a pensar de forma diferente.
Antes de qualquer técnica, conta o clima. As pessoas só partilham ideias quando sentem que não serão ridicularizadas. As chefias devem valorizar as propostas, mesmo as que não avançam, tolerar o erro como parte da aprendizagem e dar tempo para pensar. Equipas diversas, com formações e experiências diferentes, tendem a produzir ideias mais variadas.
Brainstorming. Um grupo reúne-se para produzir o maior número possível de ideias sobre um tema, sem crítica nesta fase. A quantidade gera qualidade, e as ideias de uns servem de ponto de partida a outros. A avaliação faz-se apenas no fim.
Brainwriting. Variante escrita do brainstorming: cada participante escreve ideias numa folha que passa ao colega, que as desenvolve. Dá voz aos mais tímidos e evita que os mais extrovertidos dominem a sessão.
Mapas mentais. Parte-se de um conceito central e desenham-se ramificações com ideias associadas. A representação visual facilita ligações inesperadas.
Os seis chapéus do pensamento. Proposta por Edward de Bono, esta técnica pede ao grupo que analise um problema adotando sucessivamente diferentes modos de pensar: factos, emoções, riscos, benefícios, criatividade e organização do processo.
SCAMPER. Uma lista de perguntas para transformar um produto ou processo existente: substituir, combinar, adaptar, modificar, dar outro uso, eliminar, reorganizar.
Analogias. Procurar como outros setores ou a própria natureza resolveram problemas semelhantes abre caminhos que a lógica habitual do negócio não sugere.
Gerar ideias é apenas metade do trabalho. É preciso um processo para as selecionar, testar em pequena escala e implementar. Caixas de sugestões com resposta garantida, reuniões periódicas de inovação e o reconhecimento público de quem contribui mostram que as ideias são levadas a sério.
Cada colaborador pode também cultivar a sua criatividade: registar ideias assim que surgem, alternar períodos de concentração com pausas, procurar contacto com áreas diferentes da sua e questionar as rotinas com a pergunta e se fizéssemos de outra maneira. Pequenos hábitos, repetidos, fazem uma empresa mais criativa.
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